Combate à obesidade infantil

Em quase seis anos, 1,5 mil crianças e adolescentes já foram atendidas

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(Foto: divulgação)

Vera Lúcia Perino Barbosa é formada em Educação Física e teve sua inspiração no momento em que iniciou seus estudos em obesidade infantil na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde realizou sua primeira especialização na área e concluiu o seu doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo (FCMSCSP).

Nos ambulatórios de obesidade em que atendeu junto à equipe interdisciplinar, buscou adaptar as necessidades dos pacientes obesos à sua realidade de vida, até então desprezadas, e assim conseguir mostrar que um antigo modo de vida pode se transformar em outro e que novas experiências são possíveis.

E foi por meio desse amadurecimento e de um processo de quatorze anos de trabalho de campo e estudos em obesidade infantil que ela então fundou o Instituto Movere, pioneiro no atendimento a população de baixa renda.

(Foto: divulgação)

Em sete anos de experiência a frente do Instituto Movere, Vera conquistou e manteve uma rede de contatos em áreas acadêmicas, corporativas e públicas, o que garantiu e permitiu a implementação de mais de nove projetos voltados para área de obesidade e saúde.

Em quase seis anos foram atendidas mais de 1,5 mil crianças e adolescentes diretamente e indiretamente 4,5 mil pessoas. Ao todo, foram realizados mais de 31 mil atendimentos. E, capacitados cerca de 450 profissionais da área de saúde que hoje atendem as demandas de suas comunidades.

(Foto: divulgação)

O projeto impacta diretamente a saúde destas famílias, conseguindo, em um curto espaço de tempo, melhoras importantes na autoestima, na composição corporal, diminuição do peso, da circunferência da cintura, da porcentagem de gordura e aumento da massa muscular.

A melhora em todos esses parâmetros reflete em importantes resultados para a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, como a diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardiovasculares, certos tipo de câncer, entre outras. Diminuindo os gastos com a saúde pública, que hoje já alcançaram a marca de R$1,5 bilhão desembolsado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), causando prejuízo para o indivíduo, desequilíbrio para a sociedade e perda para o Estado.