Com o comprometimento de:
Meu nome, Ralfus Marcel de Carvalho tenho 37 anos moro em Taubaté interior de São Paulo, profissão PROFESSOR de XADREZ.
Hoje com orgulho eu posso dizer isso, que sou professor de xadrez há 10 anos na cidade, depois de muita luta. Sempre tive um sonho, que é poder ajudar as pessoas, mas achava que era preciso ter muito dinheiro, mas estava enganado, bastava ter um pouco de vontade e foi o que aconteceu, por necessidade financeira quando perdi o meu emprego de estagiário de economia, minha atual esposa grávida de oito meses, quando eu comecei a dar aulas de xadrez para os vizinhos, e o interesse foram muito grandes pelo aprendizado, com a ajuda do meu grande amigo Donizeti Rambaldi, montamos um Projeto de xadrez chamado Xadrez nas Escolas, fizemos varias copias, e fui bater nas portas dos colégios da cidade, no primeiro ano nada, nenhuma escola se interessou pelo projeto.
Mas acreditando que estava com um grande negocio na mão, contrariando opiniões familiares, continuei a percorrer os colégios, tentando mostrar que o xadrez podia ser uma grande ferramenta para os alunos na questão do raciocínio e concentração, então um colégio chamado Objetivo JR. abriu-me as portas, dando a oportunidade que precisava. Mas dai veio o mais difícil para mim, como ter didática para trabalhar com crianças de varias idades diferentes, pois nunca havia lidado com crianças, mas acreditei no meu Projeto e com muitos erros e acertos me sair bem, e logo os resultados em campeonatos e melhoras de notas de alguns alunos problemáticos começaram aparecer, abrindo portas de outros colégios na cidade.
Mas ainda estava longe do meu sonho, que é ajudar as pessoas carentes, e sentia que o Projeto podia crescer ainda mais, sair do eixo das escolas particulares, foi quando comecei a trabalhar voluntariamente dentro das escolas municipais, e lógicos sem a estrutura que tinha nos colégios particulares, mas com uma satisfação e empenho muito grande para dar certo, pois ali estava o publico que eu queria ajudar, mas esbarrei nas condições financeiras, como ter o material para ensinar o xadrez, como ter verbas para levá-los em campeonatos, com que eu ganhava nos colégios particulares mal dava para pagar as contas em casa e com a minha filha Gabriela com poucos dias de vidas, precisava também da minha ajuda, e a opinião familiar ainda era contra com que eu estava trabalhando, mas teimoso continuei acreditando no Projeto, a Prefeitura não dava apoio nenhum, para seus alunos, achando que era mais um desses vários projetos sociais, que não leva a nada.
Não podia reclamar do poder publico, com tantas coisas ruins aparecendo eu só tinha um caminho, mostrar que o meu Projeto era bom e que os alunos poderiam ter oportunidades através do Xadrez. Foi o que fiz, trabalhei por 6 anos voluntariamente sem reclamar, ate que o órgão publico viu que o trabalho é serio, e que muitos alunos estavam praticando o xadrez e consequentemente suas notas melhoraram, que eles resolveram ajudar, aderindo o Projeto, infelizmente em nosso país temos que mostrar primeiro o trabalho, para depois, talvez termos algum apoio.
Resumindo a historia eu tenho hoje a satisfação de dizer que sou Professor de xadrez, que através dele eu estou conseguindo tirar o sustento da família e que através do xadrez no ano de 2007, 03 alunos de escola publica se formaram no ensino médio fazendo o curso técnico de mecatrônica numa escola particular com bolsa integral, sendo eles Marisol Guevara, Jonathan Monteiro e o Pedro Henrique Martins no qual este ultimo ganhou uma vaga para fazer estagio na Petrobrás, neste ano de 2008, 02 alunas vão se formar na faculdade, uma cursando historia que é a Patrícia Carvalho e a Juliana Macedo cursando fisioterapia. e outros alunos que estão estudando em colégios particulares com bolsa integral, e fazendo curso de inglês e espanhol em parceria com umas das melhores escolas de idiomas que é o CNA.
Posso dizer que foi uma grande luta conseguir tudo isso nestes 10 anos de existência do Projeto, mas o orgulho e satisfação em receber o convite para ser padrinho nas formaturas desses alunos, não têm preço, e que outros alunos também vão ter estas oportunidades, pois o Projeto ainda é uma criança, tem muito que crescer e aprender com os erros.
Esta é a minha pequena contribuição social, para tentar fazer um mundo melhor.
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